verdade viva °°°

15.8.09

Nos dias ímpares ele era o responsável por carregar os carrinhos de folhas e galhos para uma área destinada à decomposição de matéria orgânica. Nos dias pares ele ficava riscando a terra com uma ferramenta engraçada, movendo as folhas no ritmo do bolero que sempre cantarolava. Nas horas vagas de todos os dias ele vagueava dando ordem aos troncos das árvores centenárias que caíam devido às fortes rajadas de vento ou tempestades oceânicas persistentes.

Nos fins de semana ele bebia. E num desses fins de tarde - era um sábado - entrou numa loja que encomendava forros de gesso para construções civis e, embriagado, ficou insistindo que colocassem a dose da cachaça e chamassem a dançarina para acompanhá-lo. Perceberam o erro? Chico achou que tinha entrado no "Forró do Gerson". Tudo bem, a piada é caipira e inverídica, mas bem cabe no perfil bêbado do Chico.

Quando sóbrio sempre falava de amor.
Um dia o Chico me disse que devíamos casar apenas se sentíssimos amor. E que devíamos descasar se deixássemos de senti-lo. E que só deveríamos nos casar de novo se sentíssimos que íamos enriquecer. E descasar novamente se sentíssimos que íamos empobrecer.
Chico já está no 4º casamento e continua pobre.

Justo. Justíssimo, Chico.

6 Comments:

At 16.8.09, Blogger Unknown said...

gosto muito de ler seu blogger...vc devia escrever um livro.... serei o primeiro a comprar.. hehheheh
bjao minha laka!!

 
At 16.8.09, Anonymous Laíssa said...

bueníssimo!

 
At 16.8.09, Blogger escreve aqui.. said...

Isso sobre o casamento é muito profundo e pode até ser uma verdade!

 
At 17.8.09, Anonymous Anônimo said...

Justo. Justíssimo, Chico. [2]

=**

 
At 17.8.09, Blogger Unknown said...

A teoria de chico começa boa, mas termina ruim... podia ter parado no primeiro casamento!
huahuahuahuahua

=)

 
At 17.8.09, Blogger Camila Costa said...

Mais um texto fodástico da nossa excelentíssima.
Justo demais.

 

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